Ana Lucia (*estrelafeminina®)
Sem uma atitude que me mova,
sem intenção que o pensamento comova,
vou escrevendo minhas palavras sem tento.
Tola, mas que sabe bem o que almeja,
diante do amor, se perde, fraqueja,
e deixa o coração dormir ao relento...
Assim o coitado fica todo machucado,
e à noite o sereno que o deixa molhado,
é a lágrima que vem e consola.
Mas com certeza esse órgão de amor latente,
sobrevive às intempéries, e assim muito potente,
refaz-se com galhardia do mal que o assola.
Somem as marcas de maus tratos sofridos,
ficam os riscos entre os sentimentos perdidos,
que talvez o tempo se encarregue de apagar...
E essas palavras assim ditas com naturalidade,
dizem que amor tem que ser mutualidade,
prá justificar o sentido de amar...
Porisso aqui do meu canto e desencanto,
eu louvo o amor e louvo tanto,
que se há uma tristeza, eu curto sem pensar em nada.
Porque o meu amor é antes de tudo a consideração,
o respeito, o carinho e a dedicação;
e dessa maneira com tento, eu fico calada...

