Eu sei
que vou desbotar um pouco sem esse sol. Que qualquer coisa atoa, vai
relampear e chover em mim. Sei, que essa estrada, me dará conta de outra
reta. Que seguirei por caminhos vãos. E que a morte que pega carona ao
meu lado, desembarcará em qualquer esquina. Porque a lua troca de fases,
as frutas maduras apodrecem e caem.
Eu sei que quando o mar
escurece, os poetas calam, perdem o glamour, marcham um tanto
descompassados. Que as forças dos ventos empurram-lhes as costas,
seguem, avante otários, fixados num horizonte vazio que lhes abre os
braços! Sei que as ondas chicoteiam o lombo das areias, e que elas
dormente, nada sentem. Que no fundo de um baú revirado, só se encontram
perguntas. Que as respostas comeram as línguas. Então, me pergunto, como eu sei? Sei lá, eu não sei. Só sei que sei!
Sei que existo em mundos duplicados, nesse espaço paralelo, moro na linha do equador, de lá vejo as coisas que sei. Abro portas que não quero entrar só. Pois, as luzes que se ascendem, às vezes também me cegam.
UMA DEUSA, UMA LOUCA, UMA FEITICEIRA... MEU DEUS QUANTA BESTEIRA!
