Amanheço no teu querer.
Sonhei que minha pele descobria o percurso da tua.
E desenhei meu desejo, quase passional, no formato das minhas vontades.
Desvendei tua boca na minha, enrosquei meus braços no seu abraço.
Em silêncio, suas vontades viraram cúmplice das minhas.
Seu faro e meu paladar, nos tateando.
Acordei no espaço sem fim da minha cama. Sem discrição, escancarei meu querer anônimo.
Quase platônico, pois teus sinais ainda me confundem.
Tropeço de propósito, incitando seu instinto natural de me segurar.
Brinco silenciosamente com sua mão, toco distraidamente em seu braço, e
fico ali para sempre.Saio e volto, pra repetir os cumprimentos da
chegada.
E quando você vai embora, te abraço com o olhar, pra não perder o instante.

