Vê-lo partir não me dói. Afinal, você nunca esteve aqui!
O que me causa dor, é despedir-me de meus sonhos.
E sair a andar por ai de alma nua,
Caminhar pela rua.
Sentir falta, de sentir falta sua
É ter que apagar da mente, tudo que o corpo sente.
Fazer de um futuro distante, um passado presente.
Soprar para outros ventos, o cheiro primaveril.
Rasgar as agenda, com as marcas do tempo.
Não mais saciar a fome improvisada.
Tirar as portas da casa que o esperam.
Podar as rosas por falta de mãos.
O que me dói, é ver isso crescer.
E inevitalmente, desaparecer.
Virando fumaças, não sei para onde vão.
Devaneios, coisas que sei nunca virão.
Um cigarro, que se traga, se paga, e deixa a mancha no pulmão.
O vento leva as cinzas.
O que me dói, é escrever inverso esse verso!

